Mercado vê inflação menor e avanço de 2,48% no PIB

mercado para a inflação oficial em 2019 caiu de 3,87% para 3,85%, segundo a pesquisa semanal Focus, do Banco Central (BC), divulgada nesta segunda-feira, com estimativas coletadas até o fim da semana passada.

Para 2020, o ponto-médio das expectativas para o aumento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) manteve-se em 4%.

Entre os economistas que mais acertam as previsões, os chamados Top 5, de médio prazo, a mediana para a inflação oficial seguiu em 3,86% em 2019 e em 4% em 2020.

Para os 12 meses seguintes, a projeção para o avanço do IPCA saiu de 4,02% para 4,01%.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), uma espécie de prévia da inflação oficial, ficou em 0,34% em fevereiro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na semana passada.

O dado ficou ligeiramente abaixo da média das estimativas apurada pelo Valor Econômico, com 32 consultorias e instituições financeiras, de 0,37%. Dessa forma, a inflação acumulada em 12 meses pelo indicador está em 3,73%.

A meta de inflação perseguida pelo BC é de 4,25% em 2019, 4% em 2020 e 3,75% para 2021, sempre com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. O IBGE divulga o IPCA de fevereiro no dia 12 de março.

Atividade. A mediana das projeções do mercado para o crescimento da economia em 2020 subiu pela segunda semana consecutiva, agora de 2,58% para 2,65%. Para o ano em curso, o ponto-médio das estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro seguiu em 2,48% de crescimento.

O IBGE divulga o indicador do último trimestre de 2018 e do ano completo na quinta-feira, dia 28.

A mediana das estimativas para a taxa básica de juros no fim de 2019 não sofreu alterações: continuou em 6,50% entre os economistas em geral e entre os campeões de acertos.

Para 2020, a taxa se manteve em 8% nos dois grupos.

Em sua primeira reunião do ano, no começo do mês, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa básica de juros em 6,50% ao ano pela sétima vez seguida, dentro do esperado pelo mercado.

A ata do encontro destaca que os riscos desfavoráveis para a inflação, associados às incertezas internas e também ao cenário global seguem sendo mais elevados do que os riscos benignos impostos pela ociosidade na economia.

Embora menor, a assimetria dos riscos persiste, notou o BC em recado renovado na ata da reunião, que voltou a pregar a importância de “cautela, serenidade e perseverança” nas decisões de política monetária. (do Valor Econômico)

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