Alta da gasolina e luz eleva inflação para 0,40% em maio

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou maio com alta de 0,40%, ante um avanço de 0,22% em abril, informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta de preços no mês foi impactada principalmente por reajustes na energia elétrica, gasolina e óleo diesel.

         O resultado ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas, que previam uma alta entre 0,20% e 0,64%, mas acima da mediana (0,30%).

         A taxa acumulada pela inflação no ano foi de 1,33%, o menor nível para os 4 primeiros meses do ano desde a implantação do Plano Real, em 1994. Em 12 meses, o IPCA acumulou alta de 2,86%, dentro das projeções dos analistas, que iam de 2,64% a 3,10%, e novamente acima da mediana (2,75%).

         Os principais impactos no mês, segundo o IBGE, foram os reajustes na energia elétrica, gasolina e óleo diesel. No caso da energia elétrica, a alta foi de 3,53%, após a entrada em vigência da bandeira amarela e os reajustes em sete capitais, chegando a 18,53% em Belo Horizonte e a 16,95% em Salvador.

         Os maiores impactos individuais foram registrados na gasolina (alta de 3,34%) e nas passagens (-14,71%). O óleo diesel apresentou alta de 6,16% e, junto com a gasolina, reflete os aumentos de preços na refinaria.

         Entretanto, com a greve dos caminhoneiros e o desconto de 10% no preço do diesel a partir do dia 24 de maio, o último período da coleta registrou preços menores. O etanol manteve a queda de abril (-2,73%), com os preços em média 2,80% mais baratos.

         O grupo Habitação apresentou a maior variação dentre os grupos de produtos e serviços pesquisados (0,83%), e deu a maior contribuição (0,13 p.p.) para o IPCA. O destaque foi a energia elétrica que, após a alta de 0,99% registrada em abril, subiu 3,53% em maio, correspondendo a 0,12 % no índice do mês. Desde 1º de maio vigora a bandeira tarifária amarela, adicionando a cobrança de R$0,01 a cada kwh consumido. (de O Estado de S. Paulo)

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